Como adicionar botões a um post de canal no Telegram
Botões sob um post são um teclado inline: um rótulo e um link. Dois tipos você escreve, as fileiras você organiza, há cor e emoji — e um tipo não existe.
Resumo. Um botão sob um post de canal é um teclado inline anexado à mensagem, e a janela de escrita do Telegram não consegue anexá-lo: só um bot consegue. Por isso todo post com botões que você já viu passou por uma ferramenta. Você escreve dois tipos: um botão URL e um botão WebApp, que abre um mini app ali mesmo. Dá para organizá-los em fileiras, colorir e colocar emoji. O que não dá é fazer um botão responder em vez de levar: botões callback não estão disponíveis. E se você publicar com link quebrado, editar o post troca o teclado sem perder as visualizações.
Se você já tentou adicionar um botão enquanto escrevia um post no Telegram, então já sabe: não existe campo para isso. Não é descuido nem uma configuração que você não achou. Os botões ficam na parte da mensagem que só um bot pode preencher. Todo post com botões de todo canal que você segue foi enviado por um.
O que esse botão é de fato
O Telegram chama isso de teclado inline, e ele fica anexado à mensagem em vez de fazer parte do texto. Daí sai quase todo o comportamento: os botões viajam junto com o post quando encaminhado, sobrevivem a edições e não são selecionáveis nem copiáveis como texto.
Daí também a ausência do campo no app. O app envia mensagens em seu nome, e os botões vêm da Bot API — logo o post precisa ser enviado por alguém com um bot. Pode ser a gente ou qualquer outro: o mecanismo é do Telegram, não nosso.
Vale separar de um vizinho próximo: os botões na conversa com um bot — aquele menu que aparece ao abrir um bot e ele oferece «Criar post», «Estatísticas» e assim por diante. Mesmo teclado por baixo, tarefa completamente diferente. Esta página é sobre os botões sob um post no canal.
Os dois tipos que você escreve e o que você não escreve
Um botão URL abre um link. É o caso comum e o que a maioria dos posts precisa: um produto, um artigo, um formulário, uma conversa.
Um botão WebApp abre um mini app sem tirar a pessoa do Telegram. Se você tem loja, essa é a diferença entre mandar o cliente para um navegador e abrir o catálogo por cima da conversa. Dos dois é o mais interessante e o que mais guias pulam, porque só existe se você tiver para onde levar.
O terceiro, o botão de pagamento, montamos para você quando o post está atrás de um paywall. Ele não se escreve à mão, e isso é proposital: um botão de pagamento que qualquer um pudesse apontar para qualquer lugar é ferramenta de phishing.
Como adicionar
Escreva o post no editor e adicione o botão como um par: o rótulo que se lê e o link que abre. Essa é toda a parte obrigatória; o resto abaixo é arranjo opcional.
Um rótulo aceita até 255 caracteres e um link até 2048, mas o limite real não está nesses números e sim na largura de um celular: um rótulo que pula para a segunda linha é um rótulo que ninguém termina de ler.
Fileiras, e por que uma por fileira costuma vencer
Os botões se empilham em fileiras, e você decide qual vai em qual — até onze fileiras. Vários botões dividem a largura de uma fileira.
Não limitamos quantos você põe numa fileira; disso cuida a diagramação do Telegram, e sem delicadeza. Três rótulos curtos ficam confortáveis. Cinco viram tocos com reticências. O que sobrevive ao contato com posts reais é um botão em destaque, ou dois quando existe um ou-isto-ou-aquilo genuíno: «Comprar» e «Detalhes», não cinco destinos disputando o mesmo polegar.
Cor e emoji
Um botão pode ser azul, vermelho ou verde — o Telegram renderiza como primary, danger e success — e pode levar um emoji personalizado ao lado do rótulo.
Use menos do que dá vontade. Cor significa algo num teclado: vermelho se lê como destrutivo, verde como confirmação. Um «Leia mais» vermelho é uma pequena mentira que o leitor resolve não clicando. E como ambos são recursos recentes, versões antigas mostram um botão comum — degradação correta, mas isso quer dizer que a cor nunca sustenta o peso.
O que um botão aqui não faz
Ele não reage. Botões callback — os que respondem no lugar, contam votos, revelam texto oculto, alternam um estado sem tirar você da mensagem — não podem ser adicionados. Todo botão que você escreve leva a algum lugar.
Esse é o teto honesto do recurso, e ele elimina uma categoria real de ideias: posts-quiz que pontuam, revelações do tipo «mostre a resposta», contadores que sobem a cada toque. Para votação, a enquete nativa do Telegram faz direito e de graça.
Se você publicou o link errado
Nada se perdeu. Editar um post publicado substitui seus botões e envia o teclado novo a todos os canais em que ele saiu — ou seja, um erro de digitação numa URL se resolve em dois minutos, não apagando e republicando.
Isso importa mais do que parece: republicar custa as visualizações, as reações e os encaminhamentos que o original acumulou. Editar preserva tudo.
Se… então…
| Se… | Então… |
|---|---|
| Você quer uma ação clara sob o post | Um único botão URL, sem cor nem emoji |
| Você vende e tem loja | Botão WebApp — o catálogo abre por cima da conversa |
| Você quer votação ou quiz | Botões não: a enquete nativa do Telegram |
| Você quer cinco destinos | Escolha dois; os outros três virarão reticências |
| Viu um link quebrado depois de publicar | Edite o post; visualizações e reações sobrevivem |
| O post está atrás de paywall | O botão de compra se monta sozinho |
| Seu público usa versões antigas | Cor e emoji caem silenciosamente para botão comum |
Por onde começar
Pegue um post que já publicou e pergunte o que você queria que o leitor fizesse em seguida. Se a resposta for um único verbo — comprar, ler, entrar, agendar — esse é o seu único botão, e o rótulo deveria ser esse verbo, não «Link» nem «Aqui».
Depois veja se o destino é uma página ou a sua própria loja. Se for a loja, um botão WebApp mantém o leitor dentro do Telegram, e a diferença em quanta gente chega não é sutil.
Deixe as cores quietas nos primeiros posts. Um botão comum com a palavra certa rende mais que um verde escrito «Clique».
Tudo o que o editor faz — a página da ferramenta. O que mais o editor faz — o editor de posts. Agendamento e repetições — guia de autopostagem. Vender direto do post — como vender no Telegram.
O que as pessoas costumam perguntar
- Dá para adicionar botões pelo próprio app do Telegram?
- Não. A janela normal de escrita não tem campo de botões: eles ficam na parte de serviço da mensagem, e só um bot pode preenchê-la. Por isso todo post com botões que você viu em canais grandes foi enviado por um bot. É para isso que serve uma ferramenta.
- Que tipos de botão posso colocar?
- Dois você escreve: um botão URL que abre um link e um botão WebApp que abre um mini app dentro do Telegram — sua loja, por exemplo, sem sair da conversa. Um terceiro, o botão de pagamento, é montado sozinho em posts atrás de paywall; esse você não escreve.
- Um botão pode fazer algo em vez de abrir algo?
- Não, e esse é o teto honesto. Botões callback — os que respondem no lugar, contam votos, revelam texto, alternam um estado — não existem aqui. Todo botão que você adiciona leva a algum lugar. Se precisa de votação, a enquete nativa do Telegram faz melhor.
- Quantos botões cabem numa fileira?
- Vários, e as fileiras você organiza — até onze. Não limitamos a quantidade, mas os rótulos dividem a largura entre si: três curtos se leem bem, cinco viram reticências. O que realmente recebe toque é um ou dois por fileira.
- Publiquei com o link errado. O post foi perdido?
- Não. Editar um post publicado substitui seus botões e envia o teclado novo para todos os canais em que ele saiu. Visualizações e reações continuam — você está editando a mensagem, não republicando.
- Posso colorir um botão?
- Pode — azul, vermelho ou verde, que o Telegram mostra como primary, danger e success. Também dá para colocar um emoji personalizado. Ambos são recursos recentes, então em versões antigas o botão apenas aparece comum, em vez de quebrar.