Quanto custa anunciar no Telegram Ads em 2026
Preços reais do Telegram Ads: piso de 0,1 TON por 1.000 impressões, por que o mito dos 2 milhões de euros venceu e quando a divulgação gratuita ganha.
Resumo. O preço do Telegram Ads é um leilão de impressões com piso de 0,1 TON por 1.000 visualizações; o custo em moeda comum flutua com a cotação do TON. Os famosos 2 milhões de euros de entrada eram da antiga via de venda direta — para o anunciante normal, viraram história. O formato é espartano: 160 caracteres, um link, só destinos do Telegram, exibição em canais públicos com mais de 1.000 inscritos. E metade do que você gasta cai no bolso dos donos de canais: o Telegram repassa a eles 50% da receita de anúncios.
Antes de qualquer tabela de preço, vale nomear a decisão de verdade: no Telegram, anunciar é uma das formas de crescer — e é a única que cobra por visualização. O resto deste texto existe para você comparar com conhecimento de causa.
Como o preço é formado
A plataforma self-service ads.telegram.org vende impressões, não cliques. Você define um lance de CPM — preço por 1.000 visualizações — e disputa com outros anunciantes os mesmos canais e temas. O piso da plataforma: 0,1 TON por 1.000 impressões.
Três consequências práticas:
- O custo em moeda flutua. Os lances são em Toncoin; o mesmo piso vale quantias diferentes em real ou dólar conforme o mês. Faça o orçamento em TON e trave seu teto em moeda pelo câmbio de hoje.
- Piso não é preço. Em nichos calmos dá para ganhar impressões perto do mínimo; em cripto, finanças e vizinhanças de aposta, os lances multiplicam o piso. O mínimo diz onde o mercado começa — não onde o seu leilão vai fechar.
- Não há CPC para otimizar. Você paga pelos olhos, com ou sem toque. Toda a conversão mora nos 160 caracteres do texto — e isso é ofício, não formalidade.
Os 2 milhões de euros que não existem mais
Por anos, “Telegram Ads” era um programa de venda direta para marcas gigantes, com compromisso multimilionário em euros — o número que circulava era 2 milhões, somando verba e depósito. Os artigos daquela era continuam bem posicionados, e é por isso que o número segue assustando quem ele já não alcança.
O self-service baixou a entrada para um depósito de dezenas de TON. Revendedores e agências continuam existindo por cima da plataforma — somam faturamento em moeda local, gestão de campanha e seus próprios mínimos e margens. Esses mínimos são condição comercial de cada revendedor, não tarifa do Telegram.
O que exatamente se compra
- até 160 caracteres de texto — sem imagem no formato base;
- um link, obrigatoriamente para dentro do Telegram: canal, bot ou post;
- o rótulo de patrocinado, posicionado depois do conteúdo próprio do canal, em canais públicos com mais de 1.000 inscritos;
- segmentação por temas, idiomas ou uma lista de canais específicos.
A regra “só destino do Telegram” pesa mais que o limite de caracteres: você não compra tráfego para o seu site — compra inscritos e usuários de bot, e monetiza depois. Metade da campanha é, portanto, o lugar para onde o link aponta: o post fixado do canal, a primeira mensagem do bot, o funil de boas-vindas.
O outro lado do balcão
Cada anúncio comprado é receita de alguém. O Telegram paga aos donos de canais 50% da receita publicitária gerada nos espaços deles — canais públicos com mais de 1.000 inscritos, em Toncoin, via Fragment. Isso também explica os preços dos nichos populares: os anunciantes não disputam só entre si; disputam um espaço cujo dono recebe na proporção do que o espaço rende.
Se você administra um canal, faça as duas contas juntas: quanto custa um inscrito via anúncio — e quanto o seu canal poderia faturar com o anúncio dos outros. O lado do dono — taxa de repasse, pisos e prazos — está destrinchado em como sacar o que o canal ganha.
Conta de padaria
Lance de 0,3 TON de CPM num nicho de disputa média, 100.000 impressões no mês: 30 TON. Com um texto decente, conversão de impressão para inscrição na faixa de 0,1–0,3% é uma banda realista de planejamento (não promessa: a variação entre nichos é real). São 100–300 inscritos novos — 0,1–0,3 TON por inscrito.
Agora dê preço ao mesmo inscrito conseguido por outro caminho, e a decisão vira aritmética em vez de palpite.
Quando não pagar
A comparação que todo orçamento de Telegram Ads deveria sobreviver:
- Divulgação cruzada — menções mútuas estruturadas entre canais de tamanho parecido. Custo por impressão: zero; a audiência já lê canais do seu nicho; o gargalo não é dinheiro, é achar parceiros — e isso se resolve com ferramenta.
- Modelo de afiliados — você paga comissão sobre resultado, não sobre impressão.
- Conteúdo que rankeia — mais lento que os dois, mas acumula.
Anúncio pago ganha em velocidade e controle de volume; as vias gratuitas ganham em economia unitária. A sequência honesta: esgotar a capacidade das vias gratuitas antes de escrever o primeiro TON de verba. A comparação completa está em alternativas ao Telegram Ads.
Checklist antes da primeira campanha
- Pouse o funil dentro do Telegram — o anúncio só aponta para canal, bot ou post, e esse destino precisa converter sozinho.
- Orce em TON, teto em moeda pelo câmbio de hoje.
- Escreva cinco variações de 160 caracteres. O formato pune a vagueza: o texto vencedor nomeia a audiência e o benefício já na primeira oração.
- Compare com sua linha de base de divulgação cruzada. Se um inscrito via menções mútuas custa uma hora de busca de parceiro e zero TON, a campanha paga precisa bater esse número — não apenas “funcionar”.
Os fatos da plataforma — formato de 160 caracteres, links apenas para destinos do Telegram, o limite de 1.000 inscritos e o repasse de 50% aos donos de canais — vêm da documentação do ads.telegram.org e do anúncio de monetização de canais. O piso de 0,1 TON de CPM é o mínimo publicado pela plataforma no momento da escrita; os preços de fechamento do leilão variam por tema e temporada.
O que as pessoas costumam perguntar
- Quanto custa anunciar no Telegram Ads?
- Na plataforma self-service ads.telegram.org o preço sai de um leilão com piso de 0,1 TON por 1.000 impressões. Não existe pagamento por clique — compram-se impressões. O custo em dólar ou real flutua com a cotação do TON, e em nichos disputados os lances passam bem do mínimo.
- É verdade que entrar no Telegram Ads custa 2 milhões de euros?
- Foi verdade — para a via de venda direta voltada a grandes marcas, que exigia compromisso milionário em euros. A plataforma self-service derrubou essa barreira: uma campanha começa com um depósito de dezenas de TON. O número assustador continua circulando porque os artigos daquela época ainda rankeiam.
- Como é um anúncio do Telegram Ads?
- Um texto de até 160 caracteres com um link, rotulado como patrocinado. Aparece em canais públicos com mais de 1.000 inscritos, depois do conteúdo próprio do canal. O link precisa levar para dentro do Telegram: um canal, um bot ou um post.
- Para quem vai o dinheiro do anunciante?
- Metade vai para os donos de canais: o Telegram repassa 50% da receita publicitária aos canais públicos com mais de 1.000 inscritos, com pagamento em Toncoin via Fragment. Se você também administra um canal, pode estar dos dois lados desse mercado ao mesmo tempo.
- Existe alternativa mais barata?
- A divulgação cruzada: menções mútuas estruturadas entre canais de tamanho parecido. Custo por impressão: zero, com uma audiência que já lê canais do seu nicho. Cresce mais devagar que anúncio pago, mas é difícil discutir com a economia unitária dela.