Base de conhecimento de IA no Telegram: o que subir (2026)
Oito tipos de fonte, quanto custa processar cada um e por quê, o que acontece entre o upload e a primeira resposta, e por que a lista de lacunas pesa mais.
Resumo. Uma base de conhecimento responde exatamente até onde tem resposta, e nem uma palavra além — mas ela é só metade do que o assistente usa; a outra metade são os dados ao vivo da sua loja. O AdminHub aceita oito tipos de fonte, da varredura de um site a um áudio, e cobra diferente por cada um porque o trabalho é diferente: 5 créditos por texto colado, 30 por um PDF, 5 por minuto iniciado de áudio, zero por um CSV que você já tem. Tudo o que a IA extraiu espera numa fila de revisão. E o que decide se a base presta daqui a seis meses não é o upload — é a lista de lacunas, onde cada passagem para uma pessoa fica registrada automaticamente.
Quase todo guia sobre treinar um bot com seus próprios dados termina no mesmo ponto: suba um arquivo, espere a barrinha, o bot já sabe. É aí que a metade fácil acaba.
Uma base tem uma propriedade honesta que nenhuma tela de upload mostra: as perguntas que ela não cobre são invisíveis. Você as encontra quando um cliente pergunta e nada de útil volta. Este texto é sobre a base em si — o que colocar nela, o que acontece com esse material dentro dela e por que as perguntas sem resposta valem mais que as respondidas. Vale saber antes de começar: a base não é a única fonte do assistente. Status do pedido, rastreio, os agendamentos do cliente, o catálogo e o horário de funcionamento são lidos ao vivo na sua loja, e nenhum deles precisa de entrada. Sobre o assistente numa conversa ao vivo, veja suporte ao cliente com IA no Telegram.
Oito coisas que você pode colocar nela
| Fonte | Para que serve | Custo de processamento |
|---|---|---|
| Site | Percorre até 10 páginas de um domínio | 15 créditos |
| Texto colado | Uma política que cabe num bloco | 5 créditos |
| CSV | Pares que você já escreveu | grátis |
| Manuais, termos, fichas técnicas | 30 créditos | |
| DOCX | O mesmo, em formato Word | 30 créditos |
| Vídeo do YouTube | Um passo a passo já gravado | 10 créditos |
| Arquivo de voz | Respostas que só existem na sua cabeça | 5 créditos/minuto iniciado |
| Entrada manual | Aquela resposta que você redigita | grátis |
CSV e entradas manuais são grátis porque nada é gerado — os pares já existem. O resto passa por um modelo que lê o material e extrai pares de pergunta e resposta, e é essa passagem que você paga.
O importador de páginas do Notion está escrito, mas não ligado: ele depende de uma integração à parte que ainda não foi conectada, e o bloco só aparece no app junto com ela. Até lá, exporte a página e cole como texto.
Há tetos para qualquer fonte: a varredura segue no máximo 10 páginas, cada processamento lê cerca de 30 mil tokens e para, PDF e DOCX vão até 10 MB, voz até 25 MB e 30 minutos. Um manual de 400 páginas não entra inteiro — nem deve, já que a parte útil ao cliente tem talvez seis páginas.
Os preços diferem porque o trabalho difere
Isto não é uma tabela de planos: é o formato do trabalho aparecendo por baixo.
Texto colado custa 5 créditos e tem algumas centenas de palavras. Um PDF custa 30 — não porque documentos sejam premium, mas porque um documento pode carregar o teto inteiro de entrada. A mesma extração, com dezenas de vezes mais texto entrando nela.
Voz é a única fonte cobrada por duração, 5 créditos por minuto iniciado, porque é a única que exige um passo inteiro a mais antes da leitura: a gravação precisa ser transcrita, e esse custo depende da duração e de mais nada. Dez minutos de áudio dão 50 créditos; o mesmo conteúdo colado dá 5. Não é punição por falar — é o preço do passo extra.
O YouTube fica em 10, no meio: nenhum áudio é processado, já que a transcrição publicada vem como texto, mas transcrições são longas. Site custa 15 porque acrescenta uma varredura externa antes da extração.
No plano gratuito — uma fonte e 30 créditos por mês — um único PDF consome o mês inteiro. Se suas respostas já estão escritas em algum lugar, um CSV custa zero. Subir um catálogo de 100 páginas só porque era o arquivo na sua área de trabalho é a rota mais cara para as mesmas seis respostas.
Entre o upload e a primeira resposta
Extração. O material vira pares de pergunta e resposta, cada um marcado como pergunta geral, descrição de produto, política ou outro. Uma tradução, não uma cópia: um documento de 40 páginas pode render onze pares.
Revisão. Tudo o que a IA extraiu chega inativo, numa fila de revisão, e não responde a ninguém até você aprovar. O CSV é a única exceção, porque foi você quem escreveu aqueles pares.
Deduplicação. Pares cuja pergunta já existe são descartados em silêncio. Além disso, um detector de duplicatas mostra entradas ativas com 0,85 ou mais de semelhança de sentido — os quase-gêmeos que a comparação exata não pega, como a mesma regra de entrega chegada duas vezes com palavras diferentes.
Indexação. As entradas aprovadas entram numa fila de vetorização, esvaziada em lotes a cada 15 segundos. É esse passo que faz a busca funcionar por sentido e não por palavras, em qualquer idioma: “quando chega” encontra a entrada de entrega mesmo que ela nunca use essa expressão, e uma pergunta feita num idioma encontra uma entrada escrita em outro.
Recuperação. Quando o cliente escreve, as 5 entradas mais próximas vão para o modelo — não a base inteira. Se a pessoa muda de assunto no meio, o assistente faz mais uma busca pontual e traz até 5 entradas.
Daí duas consequências. Escreva cada entrada para se sustentar sozinha: uma resposta que só faz sentido ao lado da vizinha vai chegar sem ela. E base maior não é melhor: entre 300 entradas vagas é mais difícil as 5 certas emergirem do que entre 60 afiadas.
O que não tem lugar na base
O erro mais caro aqui não é um upload ruim — é escrever o que o assistente já consegue consultar.
Status do pedido, situação do pagamento, forma de entrega, código de rastreio, o histórico de pedidos do cliente, os próximos agendamentos dele, os horários livres de um serviço, o que está no catálogo agora e qual o seu horário de funcionamento: tudo isso é lido ao vivo na sua loja no momento da pergunta. Uma entrada dizendo “o pedido 312 sai na sexta” vence assim que a sexta passa. O assistente também cancela um agendamento e registra um pedido de retorno, os dois só depois que o cliente toca em confirmar — e nada disso precisa ser escrito na base.
Então a base ganha o lugar dela em tudo que um cadastro não consegue guardar: o prazo de devolução e suas exceções, como a entrega realmente funciona, o que acontece se a encomenda for recusada, a diferença entre dois produtos parecidos, se a garantia sobrevive à revenda.
A lista de lacunas é a parte que acumula
Eis o mecanismo que os guias de “subiu e acabou” nunca alcançam. Quando o assistente não consegue responder com segurança pela base, ele não improvisa: passa a conversa para uma pessoa e escreve uma linha na lista de lacunas. Toda passagem, automaticamente, num lugar só.
O que vai nessa linha depende da frente: vinda de uma conversa no bot, é a nota curta do próprio assistente sobre por que ele desistiu, limitada a 200 caracteres; vinda do Telegram Business, é a mensagem do cliente. De todo jeito, a lista se lê pelas repetições, não pela redação de cada item.
Essa lista é o único mapa honesto do que falta na base, porque quem a escreve são perguntas reais de clientes, não seus palpites sobre elas. Ninguém prevê que vão perguntar se a garantia sobrevive à revenda — mas na terceira vez nas lacunas, você sabe onde encaixar.
Também dá para pedir à IA um rascunho da resposta que falta, por 2 créditos. Ela lê o que a base já contém e propõe um par apoiado nesse material, que você aprova ou edita antes de publicar. Quando o material não sustenta uma resposta, ela devolve um “não há o bastante aqui” com o motivo, em vez de inventar.
O ciclo real é: publicar uma base parcial, deixar os clientes esbarrarem nas bordas, preencher as lacunas que se repetem. Um mês disso dá uma base moldada pelos clientes reais, não pela sua ideia deles.
O que a extração se recusa a registrar
Não-respostas são rejeitadas de saída: “depende do que você precisa”, “fale com a gente”, “negociado caso a caso”. Isso é texto, não informação, e uma base cheia disso produz um assistente que soa prestativo e não resolve nada.
Fatos de validade curta são pulados de propósito — preços, datas, se há estoque hoje. Eles mudam sem que a base mude junto, e um preço errado dito com segurança causa mais estrago que uma resposta ausente.
E nada que não esteja literalmente no material vira entrada. Alimente uma página de marketing sem fatos e virão pouquíssimos pares, ou nenhum — não é defeito: a página não tinha o que contar a um cliente.
Onde isto deixa de ser a ferramenta certa
- É consulta, não julgamento. O assistente lê seus documentos e os cadastros da sua loja. Pergunte algo que exija julgamento em vez de consulta e o resultado certo é passar para uma pessoa, não responder.
- Sem material, sem resposta. Se um fato nunca foi escrito e nenhum cadastro o guarda, nenhuma fonte o inventa. Admitir a lacuna é o movimento honesto, e é para isso que serve a lista.
- Negociação ao vivo e casos contestados pedem gente. Descontos, reclamações, tudo em que a resposta depende de quem pergunta.
- Assuntos regulados — jurídico, médico, financeiro. Mantenha manual de propósito: ali uma resposta aproximada é risco, não conveniência.
- Base sem manutenção envelhece. As fontes não se releem sozinhas: ressincronizar é um botão, e custa os mesmos créditos de novo.
O que fazer agora
- Comece pelo que já está escrito. Um CSV é grátis e entra no ar na hora, sem revisão.
- Não escreva o que a loja já sabe. Status do pedido, rastreio, agendamentos, horários livres, funcionamento e catálogo são lidos ao vivo.
- Coloque uma fonte, não todas de uma vez. A extração é mais fácil de julgar num lote pequeno.
- Leia a fila de revisão. Rejeitar metade é um resultado normal e saudável.
- Confira as lacunas toda semana. Essa lista é seu plano de conteúdo, escrito por quem compra de você.
Como o assistente usa essa base numa conversa é a outra metade, em suporte ao cliente com IA no Telegram. Para a visão de produto veja suporte com IA; se ainda não recebe perguntas, comece por como vender no Telegram.
O que as pessoas costumam perguntar
- O que dá para colocar numa base de conhecimento além de um arquivo de texto?
- São oito tipos de fonte: varredura de site, texto colado, um CSV com pares de pergunta e resposta prontos, PDF, DOCX, vídeo do YouTube, gravação de voz e entradas que você digita à mão.
- Por que processar um PDF custa mais créditos do que colar texto?
- Porque o trabalho é realmente diferente. Texto colado custa 5 créditos e costuma ter algumas centenas de palavras; um PDF ou DOCX custa 30 porque um documento pode ocupar todo o teto de 30 mil tokens. Voz custa 5 créditos por minuto iniciado, já que o áudio precisa ser transcrito antes de qualquer leitura. Um CSV pronto não custa nada, porque nenhum modelo roda em cima dele.
- As respostas extraídas entram no ar na hora?
- Não. Tudo o que a IA extraiu cai numa fila de revisão, inativo, até você aprovar. A única exceção é o CSV: esses pares entram na hora, porque foi você quem os escreveu.
- O que acontece quando o cliente pergunta algo que a base não cobre?
- O assistente não inventa. Ele passa a conversa para uma pessoa e uma linha cai na lista de lacunas, para você ver onde a base termina e preencher. Vinda de uma conversa no bot, essa linha é a nota curta do próprio assistente sobre por que ele desistiu; no Telegram Business é a mensagem do cliente.
- Preciso de uma entrada para cada pergunta, até para status de pedido?
- Não, e esse é o excesso mais comum. O assistente lê os dados ao vivo da loja sozinho: status do pedido e rastreio, os pedidos e agendamentos do cliente, o catálogo, os horários livres, o horário de funcionamento. A base serve para o que nenhum cadastro guarda: regras de devolução, como a entrega funciona, a diferença entre dois produtos.